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Memórias da Covilhã

Memórias da Covilhã

Professor António Esteves Lopes

05.11.19, Memórias

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(Estamos em Período de Recolha de Dados)

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Edifício Arte e Cultura
Homenagem ao professor António Esteves Lopes

Integrada nas comemorações do 134º aniversário da elevação da Covilhã a cidade decorre, desde 20 de Outubro até 7 de Novembro, a exposição relativa à obra do professor António Lopes, no edifício Arte e Cultura da cidade da Covilhã. Nesta galeria, situada no centro da cidade, podemos ver vários trabalhos do professor desde a pintura, à tapeçaria, a trabalhos de fotojornalismo.

Edição nº 249 / 9 a 15 de Nov. 2004

> por Paula Oliveira

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- A vida e obra de António Lopes está agora recordada numa exposição fotográfica

Nascido em Lisboa a 18 de Março de 1900, António Lopes contribuiu para o desenvolvimento da Beira Baixa. Estudante na Escola de Belas Artes de Lisboa, cedo deixou a capital para se dedicar ao ensino na Escola Industrial Campos Melo onde leccionava desenho e onde permaneceu durante 30 anos.


Exerceu várias funções para além da de professor. Foi jornalista do Diário de Notícias, no Jornal do Fundão e contribuiu também com gravuras suas para vários jornais como o “Diabo”, onde caricaturou Antero de Quental, Guerra Junqueiro e Hitler. Fez vários trabalhos de fotojornalismo. Como grande apaixonado pela Serra da Estrela, foi pioneiro na defesa das suas potencialidades demonstrando-o através de várias fotos que tirou da Serra e das suas gentes. Em 1931 participa na fundação do Sky Club de Portugal, começando a cativar o povo português e mais tarde os estrangeiros, pela prática de sky. Divulgou o património cultural da região desde monumentos, folclore, figuras do passado, castelos, pelourinhos, igrejas, tendo sido também um curioso pelas amendoeiras em flor. Do seu trabalho de fotografia destacam-se as várias fotos da Serra da Estrela, nas quatro estações, fotos a igrejas, a santos contribuindo para a divulgação do interior pelo resto do país.


Outra das actividades desenvolvidas pelo professor foi a tapeçaria que introduziu em Portugal, com novos desenhos e novas cores inspiradas nos bordados de Castelo Branco. Na segunda metade da década de 40 do século passado, fundou a fábrica de tapetes da Serra da Estrela, fomentou o cultivo do linho e da seda em várias aldeias beirãs, desenvolveu a produção de panos de linho. Através de exposições, divulgou grandemente esta arte da Beira Baixa promovendo a comercialização deste tipo de trabalho.

Podemos encontrar grandes tapeçarias suas em vários organismos oficiais como na Câmara Municipal da Covilhã e no Governo-geral de Angola, em hotéis como o Astória de Monfortinho e no Tivoli em Lisboa. Outro dos seus grandes trabalhos foi um tapete com elementos alusivos à viagem de Pêro da Covilhã e que a Câmara ofereceu ao imperador da Abissínia.


António Lopes deixou também a sua marca em várias igrejas da Beira. Pintou o tecto da Igreja de Santa Maria, o tecto da Junta Provincial da Beira Baixa, a Igreja da Misericórdia. Pintou a Serra nas suas várias estações, pintou a Covilhã, Sortelha, o Paul, as gentes serranas e também beirões ilustres como Pedro Álvares Cabral.


“Lopes da Covilhã”, nome pelo qual era conhecido, foi um dos grandes impulsionadores da Beira. É desde logo merecida a homenagem assim prestada pela Câmara Municipal da Covilhã, que associou o seu aniversário aos anos de carreira deste “mestre de altitude”.

In http://www.urbi.ubi.pt/041109/edicao/249cov_vida_antonio_lopes.htm

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