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Memórias da Covilhã

Memórias da Covilhã

Bombeiros Voluntários da Covilhã

30.09.16, Memórias

Os Bombeiros Voluntários da Covilhã

foram fundados em 21 de Junho 1875

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HISTÓRIA 

Os Bombeiros Voluntários da Covilhã foram fundados em 21 de Junho 1875 por João Cândido Pinto e António João Baptista.

Nos seus primeiros anos de vida esta corporação esteve fortemente ligada à indústria de lanifícios, muito por culpa de José Maria Silva Campos Melo.

Em 1892, efectuou o seu primeiro serviço de saúde com uma maca e uma padiola. A 9 de Julho de 1900, a corporação deparou-se com o primeiro grande incêndio, no Theatro Callega. Em Junho de 1907, um incêndio na Mineira provoca oito mortos.

A 7 de Maio de 1926, a corporação é distinguida com a medalha de ouro da cidade por serviços prestados.

A 3 de Fevereiro de 1928, é agraciada com o grau de cavaleiro da ordem militar da torre e espada valor, lealdade e mérito.

A 10 de Fevereiro de 1931 é considerada pelo decreto, de utilidade pública. A partir daí a corporação passou a estar ligada ao apoio à população.

Em 1978 recebe o crachat de ouro da liga dos bombeiros portugueses (congresso do Estoril).

Em 1993 criou o 1ºGrupo de salvamento em montanha. Neste momento a corporação tem a seu cargo 55,640 km 2, de entre os quais destacamos 31 freguesias, 4 parques industriais (industria aeronáutica/lanifícios), 1 universidade, a zona história da cidade, algumas escolas e hotéis.

http://bvcovilha.tripod.com/Home/corporacao.html

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Bombeiros Voluntários da Covilhã sedeada na vila do Paul

- Clique na imagem

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III GALA DA FEDERAÇÃO DOS BOMBEIROS

DO DISTRITO DE CASTELO BRANCO

A Câmara Municipal da Covilhã e a Federação dos Bombeiros do Distrito de Castelo Branco organizaram, ontem, domingo, dia 29 de Março, a III Gala da Federação dos Bombeiros do Distrito de Castelo Branco. A Gala começou com uma recepção do Executivo Municipal, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, às várias individualidades convidadas. Estiveram presentes mais de 300 soldados da paz, oriundos de todas as corporações do distrito, envolvidos num evento que contou ainda com a participação de centenas de covilhanenses no desfile de fanfarras, apeado e motorizado, que saiu da ANIL e prosseguiu pela Alameda Europa. Seguiu-se a Sessão Solene no Anfiteatro das Sessões Solenes no edifício principal da Universidade da Beira Interior, onde foram homenageadas personalidades que contribuíram para o engrandecimento das corporações de bombeiros do distrito.

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Igrejas da Cidade da Covilhã

27.09.16, Memórias

IGREJA DA MISERICÓRDIA

in,  "Covilhã, Cidade Fábrica, Cidade Granja" 

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A igreja da Misericórdia foi reedificada na segunda metade do século XVII, sobre um primeiro templo construído em meados do século anterior.

Trata-se de uma igreja de planimetria maneirista, composta por nave única e capela-mor mais baixa e estreita, com torre sineira adossada do lado esquerdo.

Na década de quarenta do século XX, a igreja foi restaurada segundo a orientação do arquiteto Bernardino Coelho. No entanto, a fachada principal terminada em frontão triangular e rasgada por eixo de vãos de modinatura barroca, não foi alterada. Destacam-se nesta fachada as imagens da Fé, da Esperança e da Caridade.

No interior, o retábulo-mor da talha a branco, é um revivalismo, mas elementos do retábulo executado no século XVII, por André Dias e Valério Aires. Os tetos foram pintados, aquando da última reconstrução da igreja, por António Lopes e os painéis e telas da capela-mor executados, em meados do século XVIII, por José Botelho.

A igreja da Misericórdia está classificada como imóvel de interesse público desde 1997 (IIP-Decreto nº 67/97, DG nº 301 de 31 Dezembro 1997)

In, Património Eclesiástico da Covilhã

 

CAPELA ROMÂNICA DE SÂO MARTINHO

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A capela de São Martinho é presentemente o edifício mais antigo da cidade.

Foi edificado durante os séculos XII/XIII, sendo a sua fundação atribuída a Fuas Roupinho. No “Catálogo das igrejas, mosteiros e comendas do reino”, de 1320, surge taxada com 75 libras.

É uma igreja de tipologia românica e mudéjar, com uma fachada singular devido à relação entre o portal e a janela. O portal principal é flanqueado por colunelos com capitéis ornados com motivos fitomórficos. Tem tímpano vazado por quadrifólios e é sobrepujado por fresta com estrutura semelhante. No remate da empena surge a cruz de Malta.

O interior é lajeado e possui arco triunfal de volta perfeita, ladeado por altares revestidos a azulejo mudéjar. Encontram-se ainda vários vestígios de frescos com figuração sacra.

A capela de São Martinho está classificada como imóvel de interesse público desde 1963 (IPP-Decreto nº 45327, DG nº 251 de 25 de Outubro de 1963).

In, Património Eclesiástico da Covilhã

 

IGREJA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA (S. Martinho)

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A igreja de Nossa Senhora de Fátima foi construída, em grande parte, graças à ação dos padres Joaquim dos Santos Morgadinho e Alfredo Santos Marques, tendo sido inaugurada em Julho de 1947.

A tipologia deste templo segue em esquema maneirista por ter sido edificado no local onde em 1730 se ergueu a capela do Senhor da Ribeira, com a mesma traça, posteriormente destruída.

À semelhança da antiga capela, a fachada principal é circunscrita por pilastras e cornijas e rematada por frontão que por sua vez é extravasado pelo frontão contracurvo do janelão, conseguindo-se maior monumentalidade ao flanquear a fachada por duas torres.

In, Património Eclesiástico da Covilhã

 

 IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

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A igreja de Nossa Senhora da Conceição foi, inicialmente, uma igreja conventual, integrando um convento franciscano masculino.

O convento de São Francisco instalou-se naquele local em meados do século XIII. No reinado de D. Fernando foi concebida uma mercê régia para a construção da igreja.

No século XVI são abertas no cruzeiro da igreja duas capelas tumulares pela  família dos Castros.

Cinco anos após a extinção do convento a igreja torna-se na matriz de uma nova paróquia que vai aglutinar outras então desaparecidas. Sucede-se uma séria de obras profundas e em 1884 inicia-se a construção da torre por António Saraiva e, no ano seguinte, as obras na fachada principal, acima do portal, foram arrematadas por António Mendes Coelho.

Em Fevereiro de 1886 é mandado construir o batistério e até final do século XIX são realizadas várias obras no interior da igreja e construídos anexos. Em 1935, é construído no anexo norte uma sala de teatro e um salão de conferências e, em 1948, são construídas as abóbadas revivalistas na nave da igreja, e coro-alto, da autoria do engenheiro covilhanense, Luís Felipe Ranito Catalão.

A igreja apresenta planta de cruz latina, com sacristia, anexos e torre adossados no lado direito e casa mortuária no lado esquerdo.

Na fachada principal resta da primeira edificação o portal gótico em arco quebrado com três arquivoltas e colunelos com capitéis decorados com motivos vegetalistas que se ocultam na imposta. O restante formulário decorativo da fachada é neobarroco com exceção dos nichos e janelão em arco quebrado.

No interior destaca-se o retábulo-mor com estilo nacional, a abóbada da capela-mor com caixotões pintados, retratando os emblemas do livro Schola Cordis, os túmulos quinhentistas, a capelo dos Terceiros com o seu retábulo joanino e o painel pintado com temas relativos à Ordem Terceira.

A igreja de Nossa Senhora da Conceição está classificada como imóvel de interesse público desde 1986 (IIP-Decreto nº 1/86, DG nº 02 de 3 Janeiro 1986).

 In, Património Eclesiástico da Covilhã

 

IGREJA DE SANTA MARIA MAIOR

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A igreja de Santa Maria Maior é a mais emblemática e a maior igreja da cidade. Foi construída no século XVI, sobre o templo medieval de Nossa Senhora do Castelo, por ordem do bispo D. Cristóvão de Castro. A igreja quinhentista possuía três naves e sete altares. Em 1627, procede-se a uma nova reedificação, sendo as obras arrematadas por António Marques pelo valor de 5.000 cruzados e, em 1667, fizeram-se novas obras segundo o desenho de José de Almeida. No século seguinte, em 1758, a igreja é descrita como tendo duas naves e sete altares. Nos finais do século XIX (1872-1886) a igreja de Santa Maria Maior volta a ser alvo de profundas obras que lhe alteraram a tipologia. A empena contracurvada é da responsabilidade do padre Francisco Grainha, que suporta financeiramente as obras em conjunto com o seu irmão, padre João Grainha.

Em 1899 inicia-se a construção da torre. Já no século XX, em 1942, procede-se a novo restauro profundo, o que não evita a queda do teto em 1943. Sucede-se o arranjo do mesmo e o revestimento da fachada principal com azulejos alusivos a temas Marianos, da fábrica Aleluia.

A igreja apresenta tipologia revivalista e neobarroca, plante longitudinal de nave única com capelas laterais à face e capela-mor mais baixa e estreita.

No interior é de realçar o retábulo-mor, em estilo rococó, trazido do extinto convento de Santo António e a imaginária ali existente, nomeadamente a de Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora da Boa Morte ou Nossa Senhora da Assunção, esta última da autoria de Castro Caldas.

In, Património Eclesiástico da Covilhã

 

CAPELA DE SANTA CRUZ

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Capela quinhentista, vulgarmente conhecida por Capela do Calvário, situada já fora das muralhas, na parte mais alta da cidade. Desconhece-se ao certo o ano em que foi erguida, no entanto, a primeira referência conhecida remonta à Idade Média, constando no Livro Negro da Sé de Coimbra e serviu de penetração da Igreja de Coimbra nesta parte da serra. Alguns autores apontam para uma construção primitiva pelo Infante D. Henrique e mais tarde, nos finais do séc. XVI, restaurada pelo Infante D. Luis, filho de D. Manuel e pai de D. António, Prior do Crato.
 
A capela é de construção simples, granítica, estilo renascentista, composta de um corpo e capela-mor. O tecto é revestido por painéis de pinturas emolduradas por talha dourada, contendo cenas da vida de Jesus Cristo. Infelizmente devido aos furores do tempo e à inépcia humana, das 30 telas que preenchem o tecto, só sete delas guardam a sua pureza primitiva. No exterior, podem ainda observar-se dois alpendres, com colunas toscanas e um púlpito. Em frente à capela estão os muros envolventes da antiga Cidadela.
 
CAPELA DE SÃO SILVESTRE

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A fundação da Capela de São Silvestre é atribuída a Fernão Feio e à sua esposa Maria Calvo, no entanto não existe, entre os vários autores, uma data consensual para a primeira edificação deste templo.

Em 1728 recebe obras profundas que lhe transformam a tipologia, ganhando feições maneiristas e barrocas. Nesta dará desaparecem também os arcossólios (túmulos parietais) que possuía nas paredes exteriores. Em 19 de Fevereiro de 1851, deixa de ser igreja matriz em virtude da paróquia ter sido extinta. No século XX, em 1967, são realizadas novas obras sendo retirados os retábulos laterais, reedificando o arco triunfal e substituído o soalho.

É uma capela de planta longitudinal, composta por nave, capela-mor mais estreia, sacristia e campanário de sineira dupla. Na fachada principal sobressia o portal de boa dimensão, com moldura almofadada, sobrepujado por frontão interrompido por cruz latina. No interior, mantém o painel de azulejos hispano-mouriscos colocados na parede testeira com perfil curvo.

In, Património Eclesiástico da Covilhã

 

CAPELA DE SÃO JOÃO DE MALTA

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A capela de São João de Malta foi matriz, da paróquia de São João e mais tarde da paróquia de São Pedro.

Pertenceu a uma comenda da Ordem de Malta, cujas insígnias são ainda visíveis no tímpano do frontão que sobrepuja o portal principal e na cruz que remata a empena.

Deverá ter sido construída durante o século XVI, apresentando tipologia maneirista e barroca. É uma capela de planta longitudinal composta por nava única e sacristia adossada à fachada lateral direita. A fachada principal apresenta vãos rasgados no eixo composto pelo portal, de lintel reto, sobrepujado por frontão triangular e óculo circular.

No interior destaca-se o retábulo-mor, com tribuna apresentando tela pintada com o batismo de Cristo da autoria de Bernardo Faustino da Costa Montez e a coroa da imagem de Nossa Senhora de Fátima, feita a partir de joias oferecidas pelos paroquianos em 1947.

In, Património Eclesiástico da Covilhã

 

CAPELA DE SÃO SEBASTIÃO

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A Capela de São Sebastião, estava situada a 750 metros, num sítio ermo, no alto da então Vila da Covilhã, precisamente ao lado da Capela de Santa Cruz.

A Capela tinha apenas um altar com a imagem do seu orago, São Sebastião Mártir, e pertencia à Paróquia de Santa Maria; tinha uma Irmandade ou Confraria. Era aí celebrada uma missa todos os Domingos e dias Santificados.

Ao redor da Capela existia um cemitério e, no lado do Nascente, foi construído, cerca de 1870, o atual cemitério municipal. Ambos tinham por finalidade acabar com os aterramentos dentro dos templos.

Nos princípios do Século XX começou a notar-se degradação do templo, que lentamente ficou quase em escombros … Apenas se manteve uma parte do altar-mor, que ainda perdurou durante cerca de 30 anos.

Em meados do século passado foi aberto um troço de estrada, a fim de melhorar o acesso à Serra da Estrela, cujo traçado coincidia com o local onde se entravam as ruínas da ermida que foram então demolidas.

In História da Freguesia de SANTA MARIA - Covilhã, António Garcia Borges

 

IGREJA DO SAGRADO CORAÇÂO DE JESUS

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A igreja do Sagrado Coração de Jesus é atualmente a matriz da paróquia de São Pedro, tendo sido edificada no mesmo local onde se erguia o templo medieval de São Tiago, um dos primeiros a ser construídos na Covilhã, doado ao mosteiro de São Jorge de Coimbra, em 1192.

Em 1875, após a compra do antigo templo, começou a edificar-se ali a igreja do Sagrado Coração de Jesus por ação dos Jesuítas, vindo a ser aberta ao culto em 1887. Durante a Primeira República, o templo foi confiscado à Companhia de Jesus para instalação dos Paços do Concelho, o que não se veio a concretizar, e em 1917 acolheu o Celeiro Municipal, sendo transformado em tribunal a 5 de Outubro de 1924. Em 1948 e após um incêndio, o edifício foi de novo adquirido pelos Jesuítas e procedeu-se à reedificação da igreja.

O atual templo, de tipologia modernista, deve o seu traço ao arquiteto Teotónio Pereira. É uma igreja de linhas simples, com a escassa decoração destacando-se a existência de grupos escultóricos, na fachada principal, da autoria de Joaquim Correia, representando o orago da igreja, o Sagrado Coração de Jesus, e os dois mártires Jesuítas da cidade: o beato Francisco Álvares e o padre António de Sousa.

No interior da igreja é de destacar a pintura do orago, inserida em mandorla, invocando as representações medievais da figura de Cristo, da autoria de Martins Barata.

In, Património Eclesiástico da Covilhã

 

IGREJA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

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A igreja da Santíssima Trindade inaugurada em 13 de Setembro de 2009 e sagrada pelo bispo da Guarda, D. Manuel Felício, era muito ambicionada para servir a população da zona baixa da cidade.

Este templo com traço de Carlos Remualdo, apresenta uma nave com capacidade para 350 lugares sentados, e áreas complementares como a capelo do Santíssimo, o batistério, a torre, a capela mortuária, as salas para reuniões e a sacristia.

De tipologia contemporânea, faz uso de uma linguagem arquitetónica que articula a junção de volumes e de formas geométricas praticamente puras, onde predomina o triângulo, numa clara alusão à Santíssima Trindade. Destacam-se ainda as diferentes soluções para captação de luz natural, nomeadamente i óculo sobre a capela-mor. Todo o vocábulo estético é simples sendo o interior dominado pelos tons naturais da madeira que contrastam com o imaculado dos brancos. Na parede testeira da capela-mor destaca-se uma imagem da Santíssima Trindade, e na capela do Santíssimo, o sacrário de características bizantinas inserido em estrutura cruciforme.

In, Património Eclesiástico da Covilhã

 

IGREJA DE SÃO JOSÉ

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A construção da igreja de São José inicia-se em 1949 para servir a nova comunidade dos Penedos Altos, essencialmente operária, vindo a ser sagrada no dia 22 de Outubro de 1950, pelo bispo D. Domingos da Silva Gonçalves.

É uma igreja de planta longitudinal, composta por nave, capela-mor pentagonal, torre sineira, sacristia, no lado direito, e batistério pentagonal no lado esquerdo, atualmente desativado.

A fachada principal, em empena, apresenta vãos rasgados no eixo, composta por óculo e pelo portal de lintel reto protegido por alpendre de arco de volta perfeita como remata de empena.

No interior destacam-se os dois painéis de azulejo representando o batismo de Cristo e a Samaritana.

In, Património Eclesiástico da Covilhã

 

IGREJA DE SANTO ANTÓNIO

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A igreja de Santo António é inaugurada em 1954 no bairro do Rodrigo.

Possui planta longitudinal de nave única e capela-mor mais estreita. A fachada principal, em empena, é circunscrita por pilastras com portal em arco de volta pe3rfeita, sobrepujado de três janelas longilíneas a que foi, posteriormente, acrescentado um exonartex. No alçado lateral esquerdo, apresenta um campanário de sineira dupla e um anexo, inaugurado em 9 de Abril de 1991, destinado a sacristia, sala de catequese e casa mortuária.

In, Património Eclesiástico da Covilhã

 

CAPELA DE SANTO ANTÓNIO

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A capela de Santo António foi inaugurada em 1994, pelo bispo D. José Garcia, no mesmo local onde até 1966 existia um nicho da mesma inovação que fora edificado por Manuel Martins Carrola.
Este templo de planta longitudinal, faz uso de uma linguagem arquitectónica contemporânea, onde predomina, entre outras formas geométricas, o uso do trapézio. A inovação de Santo António deve-se ao antigo convento Capucho existente nas imediações e presentemente transformado em reitoria da Universidade da Beira Interior.
 
In, Património Eclesiástico da Covilhã
 
CAPELA DE NOSSA SENHORA DO REFÚGUIO

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A capela de Nossa Senhora do Refúgio foi, segundo a tradição popular, mandada construir por Maciel, um liberal que fugia às perseguições miguelistas e que prometeu construiu uma capela, caso conseguisse escapar. A capela foi ampliada e reedificada pelo comendador José Mendes Veiga, que a doaria ao sobrinho Marcelino José Ventura que, por sua vez, a legou ao afilhado José Mendes Veiga de Albuquerque Calheiros.

Trata-se de um templo de tipologia tardo-barroca, de planta longitudinal simples, de espaço único, com sacristia e anexo adossados ao lado direito. A fachada principal em empena, formando frontão interrompido por cruz latina, é rasgada por eixo composto pelos vãos do portal de lintel reto, flanqueado por dois postigos e janelão com os extremos curvos.

No interior, possui coro-alto, assente em colunas toscanas que incorporam as pias de água benta. Destaca-se o retábulo-mor de talha a branco, com cinco eixos diferenciados, que lhe conferem uma grande sensação de movimento.

In, Património Eclesiástico da Covilhã

 

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A capela de São João de Mártir-in-colo foi matriz de paróquia, mas encontra-se hoje adaptada a capela particular do Lar de São José. Poucos vestígios restam da sua construção medieval. De tipologia vernácula, apresenta planta longitudinal composta por nave, capela-mor e sacristia, no lado esquerdo.

Possui um imponente campanário seiscentista, que corresponderá a uma reedificação do templo. Na fachada principal, em empena, hoje muito descaracterizada pelo passadiço que a liga ao lar, é ainda visível a janela que sobrepujava o portal principal.

In, Património Eclesiástico da Covilhã

 

CAPELA DO SENHOR JESUS

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A Capela do Senhor Jesus estava situada ao fundo do Largo D. Maria Pia, que hoje se designa como Jardim Público, no início da estrada que conduzia à Aldeia do Carvalho, ou seja, na atual Rua da Indústria.

A sua construção era simples, consistindo em pedra de cantaria, desconhecendo-se, porém, a data da sua construção. Interiormente tinha apenas o altar-mor, com a imagem do Senhor Jesus, orago da mesma capela.

Esta Capela pertenceu à antiga Paróquia de São Paulo. Depois da extinção desta, em 1835, foi anexada à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição.

Nos princípios dos anos 60 do século XX quando se encontrava já em ruínas, foi demolida parra alargamento da estrada e desenvolvimento habitacional da zona.

In, História da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Covilhã, António Garcia Borges

 

CAPELA DE SANTA MARINHA

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Esta Igreja, que se situava fora das muralhas, na parte Norte, tinha três altares. Na Capela-mor, estava a Imagem de Santa Marinha, Orado da mesma Igreja e Paróquia e tinha mais uma pequena Imagem de Nossa Senhora do Carmo. Nos dois laterais, do lado direito, estava Nossa Senhora da Garça e no esquerdo o Glorioso Patriarca São José.

Esta Paróquia foi extinta em 1835, passando a fazer parte da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição com todos os seus foros.

Alguns anos depois a Igreja foi restaurada, e no ano de 1892, foi ali colocada pela primeira vez, a imagem de São Francisco Álvares, no altar direito.

São Francisco Álvares era natural da Covilhã, nasceu em Santa Marinha, tinha a profissão de cardador; entrou para a Companhia de Jesus em 21-12-1564. Veio a falecer a caminho do Brasil, martirizado com mais 39 companheiros, quando se dirigiam para a sua missão de evangelização. Todos os anos os cardadores lhe prestavam homenagem, com uma festa.

É de referir que no largo desta igreja se realizava, antigamente, o mercado dos porcos.

A Igreja de Santa Marinha foi demolida, no ano de 1954, ficando para a memória dos covilhanenses só os topónimos do Largo e da Travessa de Santa Marinha.

In, História da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Covilhã, António Garcia Borges

 

IGREJA DA SENHORA DO ROSÁRIO

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Esta Igreja, que hoje já não existe, ficava situada junto às muralhas, do lado sul, frente ao Postigo do Rosário. Era uma igreja muito antiga, desconhecendo-se a data da sua construção.

Sabe-se que no ano de 1580 já existia, como se pode notar por uma doação, feita à própria igreja, por Pedro Pacheco e sua mulher, Isabel d’Abreu, com a finalidade de nela se fazer um mosteiro de freiras, o que nunca foi cumprido.

Em 1611 encontrava-se na Covilhã o Bispo da Diocese da Guarda, D. Afonso Furtado de Mendonça, e as pessoas gradas da Covilhã pediram-lhe para auxiliar a obra do mosteiro, tendo este assumido prontamente o pedido, prometendo, para esse fim, cem cruzados por 10 anos, como consta dum alvará por ele assinado.

No entanto tal mosteiro nunca chegou a ser construído tendo sido feitas, anos mais tarde, alterações na igreja em que foram abertas janelas, transformando-se em casa de habitação.

Na década de 40 do século passado, sofreu obras de requalificação. Foi fechada a porta principal, só restando a porta lateral, como se pode verificar ainda hoje.

In História da Freguesia de SANTA MARIA - Covilhã, António Garcia Borges

 

CEMITÉRIO DA COVILHÃ

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O Cemitério da Covilhã é um dos mais opulentos da Beira Interior e o mais rico em arte fúnebre, com aproximadamente 150 mausoléus e jazigos.

Foi construído nos arrabaldes da cidade, lado Norte, numa altitude de 750 metros, satisfazendo as exigências higiénicas. Na altura era um local ermo, existindo apenas duas capelas, a de São Sebastião e a de Santa Cruz (Calvário).

Tem uma superfície de 15.200 metros quadrados, a qual se encontra distribuída em 5 quarteirões. Todos os quarteirões tinham porta lateral, em ferro, virada para Sul, sendo atravessadas por uma rua central com a largura de três metros e meio, que liga com o portão principal e se situa paralela a uma passagem onde se encontram os jazigos de maios valor.

O seu primeiro funeral foi feito em 4 de Julho de 1874, andando ainda em obras que terminaram em 1882.

Em frente da fachada principal tinha um espaço, sob a forma de retângulo, medindo 2.000 metros quadrados, que foi ajardinado entre 1896 e 1897, sendo o primeiro jardim público da Covilhã.

Anos mais tarde o cemitério teve obras de beneficiação. Os portões que existiam nos quarteirões foram amuralhados; o espaço em frente à fachada principal foi todo calcetado e, no quarteirão do cimo, foi aberto um pequeno portão para dar acesso aos residentes dos Bairros da Biquinha, Municipal e da Rua dos Montes Hermínios.

In História da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, António Garcia Borges

 

AS IGREJAS

 

Por decreto de 19 de Fevereiro de 1851, ficou a Covilhã dividida em quatro freguesias: São Martinho, São Pedro, Santa Maria e Nossa Senhora da Conceição. Além destas freguesias da cidade, contam-se mais 23 freguesias no concelho, rondando a população global pelos 60.000 habitantes. A freguesia de Nossa Senhora da Conceição é, atualmente, a mais populosa, tendo em 1970 11.091 habitantes, número que baixou em 1980 para 10.711. Santa Maria, nos mesmos anos, baixou igualmente de 4.475 para 4.301, São Martinho de 5.968 para 5.344, e São Pedro de 3.636 para 3.356. As freguesias limítrofes de Aldeia, atualmente Vila do Carvalho, do Teixoso e do Tortosendo são as mais populosas, tendo aumentado, ao contrário das freguesias da cidade, a sua população – Em 1980, o Teixoso contava 3.979 almas, e a Vila de Carvalho 5.685.

 

As atuais freguesias englobam hoje outras mais antigas, com númerosas igrejas e capelas, muitas já desaparecidas. Assim, podemos mencionar os antigos templos de São Tiago, São Silvestre, São João de Malta e São João Martir-in-Collo, ainda hoje existentes, tal como a mais moderna consagrada a Nossa Senhora de Fátima. Outras há muito desaparecidas, como a de São Vicente, de São Salvador, Santa Marinha, Santa Maria Madalena, São Paulo, São Miguel, São Lourenço, Santo Estêvão, Santo André e São Bartolomeu.

 

Segundo Pinho Leal, em 1811, o concelho da Covilhã tinha 5.119 fogos, num total de 21.630 habitantes.

 

A Igreja de São Martinho presume-se que remonta, como outras congéneres românticas, aos fins do século XII. Mais pela sua antiguidade do que pelo seu valor arquitetónico, é considerada monumento nacional. Segundo a tradição é coeva de Afonso Henriques, e situava-se na praça principal do velho burgo, chamada por isso Praça de São Martinho, local onde hoje se encontra a Universidade da Beira Interior. Já no relatório dos Párocos de 1758, diz-se que esta igreja se situa fora da vila, “solitária”, constando de 68 fogos. Tinha então uma relíquia do Santo Lenho no altar de Nossa do Rosário, tendo dos lados a imagem de São Martinho Bispo de São Vicente de Paula. Estando muitos anos votada ao abandono, e mesmo prestes a ser demolida, foi graças ao pároco da freguesia, Joaquim dos Santos Morgadinho, e da ação do então Presidente da Câmara Dr. Luís Victor Baptista, que foi restaurada e aberta ao público em Junho de 1943. Foi-lhe, então, demolida uma torre, considerada fora da traça original. Nas paredes laterais, podem-se admirar pinturas sobre tela, muito deterioradas, representando cenas do Calvário, de época desconhecida. Na parede, junto ao altar-mor, há azulejos hispano-árabes, atribuídos ao século XVI. Dois quadros de grande valor, representando Santo Estêvão e São Lourenço, hoje na Câmara Municipal, pertenceram a esta veneranda igreja, por certo a mais antiga da Covilhã. Perto desta igreja situava-se a Capela do Senhor da Ribeira, donde saía antigamente a Processão do Santo Antão, demolida para dar lugar à nova Igreja de Nossa Senhora de Fátima, inaugurada em 13 de Junho de 1947, e que se ficou igualmente a dever ao incansável zelo do Padre Morgadinho (1900/1977), bem como à generosa contribuição do Industrial Padre Santos Marques.

 

A atual igreja de Santa Maria Maior, matriz da freguesia, que já foi a mais populosa da cidade, corresponde à reedificação na mais antiga igreja de Nossa Senhora do Castelo, efetuada segundo uma tradição, pelo Bispo D. Cristóvão de Castro, nos meados do século XVI. A antiga fachada seiscentista foi adulterada pelas reparações, efetuadas nos anos 1872/6 pelos Padres Grainhas, adquirindo um estilo barroco, com frontão contracurvado, com pilastras, um grande nicho ao centro com a imagem de Nossa Senhora, e uma torre sineira lateral. A fachada ostenta portais encimados por janelas com mísulas, e na reparação efetuada nos anos quarenta deste século, pelo seu pároco Dr. Joaquim Pereira Seco, foi revestida com painéis de azulejo, reproduzindo Virgens de Murillo, que desvirtuaram a antiga traça seiscentista. Datam dessa altura as pinturas do teto da autoria do professor de desenho da Escola Industrial António Lopes.

 

Sendo o templo mais importante da antiga vila, no seu adro se julgavam os pleitos pelo juiz e homens bons da terra. Possui esta igreja uma relíquia do Santo Lenho, oferecida pelo Infante D. Luís, quando foi Senhor da Covilhã. Segundo Francisco Giraldes, a custódia de prata, onde se guarda esta relíquia, foi feita em Braga no ano de 1749.

 

No memorial dos párocos de 1758, diz-se quinda que esta igreja pertencia ao Padroado Real, e a freguesia contava 3.720 pessoas maiores e mais 527 de menor idade. Atualmente, nos seus altares, há muitas imagens da Virgem, sob diversas invocações, além de uma notável imagem de São Francisco de Sales e de Santa Teresa de Jesus. Possui um quadro do século XVII, representando a Senhora da Boa Morte, e que pertencera ao Convento de Santo António. Pode nesta igreja também admirar-se uma escultura do Pintor Caldas, que representa a Ascensão da Virgem, bem como outra de autor desconhecido figurando Santa Rita, além de um pequeno mas rico museu de paramentos dos séculos XVII e XVIII.

 

A atual freguesia de Santa Maria engloba a antiga freguesia de São Silvestre, e na sua área situavam-se as ermidas de Santa Marinha, Senhora do Rosário, Santa Cruz e de São Sebastião, existindo atualmente apenas a de Santa Cruz, ao Calvário, de muita antiguidade, mas de reduzido valor arquitetural, com profusão de colunas simples a sustentarem o peso de alpendres rústicos. No interior, ostenta antigos painéis, muito deteriorados pelo tempo, e com tentativas de restauração, da autoria do pintor covilhanense Costa Montez e de José Moço.

 

A capela de S. Silvestre situa-se a Nascente, perto das Portas do Sol, e junto de uma antiga barbacã. Ignora-se a data da sua fundação, sabendo-se todavia que foi restaurada em 1728, ficando então com o altar do orago e mais dois, o de Santa Eufémia e o da Nossa Senhora da Saúde. De longa data, possuía uma confraria de Nossa Senhora da Saúde, que fazia uma festa todos os segundos Domingos de julho. No Largo de São Silvestre, que lhe fica ao pé, realizava-se antigamente a feira da louça de barro, onde avultavam as “bruxas”, fogareiro de barro, em forma de vaso, de base estreita, com muitos furos laterais em seu bojo, e que servia tanto para assadouro, como para borralho. Por tal facto, e com algum chiste, chamava-se àquele lugar “Terreiro das Bruxas”. Durante muitos anos fechada ao público, a Igreja reabriu em 2 de Setembro de 1967, com a presença do Bispo da Guarda D. Policarpo da Costa Vaz. As obras orçaram então por 160 contos, tendo sido encontrados e restaurados azulejos hispano-árabes do século XVII, que atualmente formam um retábulo por detrás do altar. Conserva da sua primeira fundação a pia batismal em granito.

 

A atual freguesia de São Pedro tinha antigamente, como igreja matriz, a desaparecida Igreja de São Pedro, que se situava perto do lugar da Misericórdia e da Judiaria. Segundo se lia numa inscrição, o seu altar do Coração de Maria fora construído em 1616. Partia desta igreja, a tradicional Procissão do Senhor aos Enfermos.

 

A Santa Casa da Misericórdia da Covilhã procede da extinta Irmandade de Nossa Senhora da Alâmpada, que em 1213 fundara um hospital para pobres enfermos. Na fachada axial da igreja lê-se a data de 1601, mas no memorial dos párocos de 1758 diz-se que esta igreja terá sido construída um ano depois da restauração de Portugal. O seu estilo barroco foi de alguma forma desvirtuado pelas reparações efetuadas nos meados do nosso século, levantando-se a torre acima do traçado primitivo. O frontão é ornado com as imagens angélicas das três virtudes, a Fé, a Esperança e a Caridade. No princípio deste século, o hospital passou para o lugar do Calvário. No plano de modernização da cidade ainda hoje em curso, há um protocolo que prevê a demolição desta igreja, dada a pobreza da sua arquitetura e desvirtuada a sua construção. O povo da Covilhã não se conformou com este propósito, e a Igreja da Misericórdia é hoje património nacional. Sai daqui a Procissão do Enterro do Senhor bem como a do Senhor dos Passos. A imagem do Senhor dos Passos, que pertence a este templo, foi levada pelo povo, quando das invasões francesas, para a serra, só regressando ao seu lugar após a debandada do inimigo.

 

A freguesia de São Pedro englobava antigamente as freguesias de São João de Malta, Santa Maria Madalena e São Tiago.

 

A velha igreja de São Tiago reedificada no primeiro quartel do século XVIII pelo prior Manuel dos Santos Basto. No seu largo fazia-se a feira de São Tiago, também chamada feira dos queijos, que passou para o Largo de São Francisco, chamado depois de D. Maria Pia.

 

A pedido dos Padres Grainhas, os Jesuítas estabeleceram-se na Covilhã em 1871, com uma Casa da Ordem, no Largo de Santa Maria. O Prior de São Pedro facultou-lhes depois a antiga Igreja de São Tiago, que eles demoliram para construírem uma nova igreja, consagrada ao Coração de Jesus, e que foi aberta ao culto em 1877. Com o advento da República, os Jesuítas foram expulsos da sua igreja, que viria a ser posteriormente utilizada e profanada como celeiro, armazém, cavalariça e, finalmente, tribunal. Em 1942, um incêndio devastou o edifício, vindo depois as suas ruínas a ser entregues aos antigos donos, que reconstruíram o templo, abrindo-o de novo ao culto em 1952. Mas já antes, em 1931, os Jesuítas tinham aberto um colégio para rapazes, chamado Colégio Nuno Álvares, onde sobressaíram professores padres, muito populares, como o Padre Cunha e o Padre Lopes. Com a abertura do Liceu Heitor Pinto, foi o colégio jesuíta compelido a suspender o ensino, dedicando-se unicamente à catequese e à formação cristã da juventude, que ali desfrutava igualmente de jogos nas horas de lazer. Em 1888, construiu-se, junto a esta igreja, a Torre de São Tiago, elemento de relevo na paisagem da Covilhã.

 

A Capela de São João da Malta, sendo um templo de reduzido valor arquitetural, é não obstante rica de historicidade cristã. Pertenceu à Comenda da Ordem de Malta, ordem esta que data do século XI. Por cima do altar, tem um quadro alusivo ao Batismo de Cristo, atribuído ao pintor covilhanense Costa Montez.

 

A Covilhã, terra de muita devoção, foi pátria de muitos Bispos. D. Cristóvão de Castro (Século XVI) foi Bispo de Guarda. Diogo Seco (1574/1623) foi Bispo de Niceia e Patriarca da Etiópia. D. José Valério da Cruz, oratoriano, foi sagrado Bispo de Portalegre em 1799. D. Frei Ângelo de Nossa Senhora da Boa Morte, franciscano, (1777/1852) foi Par do Reino e Bispo de Elvas. D. Manuel Damasceno da Costa (1867), doutor em Teologia pela Universidade de Coimbra, é sagrado Bispo da Angra em 1915. D. José do Patrocínio Dias (1884/1965), Bispo de Beja, inaugurou a Sé Catedral daquela cidade alentejana em 5 de Junho de 1937, e o Seminário Diocesano em 1940. Finalmente, D. José da Cruz Moreira Pinto (1887/1964), natural do Tortosendo, foi sagrado Bispo de Viseu no ano de 1928, tendo-se notabilizado como orador sagrado.

 In, História da Covilhã de José Aires da Silva

 

 

Santa Casa da Misericórdia da Covilhã

25.09.16, Memórias

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504º Aniversário da Misericórdia da Covilhã e Renovação de Compromisso

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No passado dia 27 de Junho de 2016 a Misericórdia da Covilhã celebrou o seu 504º aniversário. A comemoração, bem como a Renovação de Compromisso, realizou-se no dia 15 de Julho e contou com a presença de D. Manuel Felício, Bispo da Diocese da Guarda. Sua Excelência Reverendíssima D. Manuel Felício iniciou pelas 15H00 uma reunião com colaboradores da instituição seguindo-se de uma breve visita à Estrutura Residencial para Idosos e ao infantário Mundo da Fantasia, um dos quatro, da Rede de Infantários da Misericórdia da Covilhã. Seguiu-se a Celebração Eucarística na Igreja da Misericórdia, onde a Irmandade renovou o seu compromisso, e pelas 19H30 inaugurou-se a exposição "Arte Sacra" que esteve patente ao público de 15 a 29 de Julho de 2016 no Coro Alto da Igreja da Misericórdia da Covilhã

 

A Misericórdia é uma Instituição de Solidariedade Social XXVI

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Covilhã - A Misericórdia uma Instituição de Solidariedade Social XXVI

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Igreja da Santa Casa da Misericórdia da Covilhã

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Igreja de misericórdia de planimetria maneirista, mas é de construção tardo-barroca, datada de 1745 / 1755, da responsabilidade do pedreiro Fernando José e do carpinteiro Agostinho de Almeida, estando bem documentada, nomeadamente a feitura da fachada principal, do portal, uma das Virtudes e brasão. A igreja foi reconstruída na década de 40 do séc. 20, mas seguindo o gosto barroco e a tipologia arquitectónica comum das igrejas de misericórdia. É composta por nave única e capela-mor, mais baixa e estreita, interiormente com tectos de madeira, de perfil curvo, e iluminação lateral e axial, tendo adossada à fachada lateral esquerda torre sineira e corpo rectangular. Fachadas terminadas em friso e cornija, a nave com pilastras toscanas coroadas por fogaréus, a principal terminada em frontão triangular e rasgada por eixo de vãos de modinatura barroca; este é composto por portal, de moldura recortada, suportando frontão interrompido, encimado por imaginária alegórica, janela de varandim, com fragmentos de frontão invertido, brasão real e nicho curvo contendo imagem de Nossa Senhora da Misericórdia, já no tímpano. Ao que parece, a frontaria não foi alterada na reconstrução, tem os vãos dispostos num eixo central, com alguma profusão decorativa tardo-barroca, de influência Nasoniana, e com iconografia usual nas Misericórdias: a representação das Virtudes Teologais, da Virgem da Misericórdia e brasão. Fachadas laterais rasgadas por porta travessa barroca, semelhantes, de verga recta e moldura recortada, encimado por frontão interrompido. No entanto, o da lateral direita deve ter tido alguma reforma no remate na década de 1940, quando se reconstruiu quase toda a fachada e se abriram os vãos; o da fachada oposta, onde existia varanda alpendrada, foi, na mesma altura, enriquecido com a colocação de pilastras laterais, janela de sacada e relevo com representação da Visitação, num esquema revivalista maneirista. A torre sineira deve ter sido construída no séc. 17, pois no ano económico de 1758 / 1759 recebeu obras por ameaçar ruína; no princípio do séc. 20 só tinha corpo de um registo, com pequena sineira lateral, tendo recebido o remate e o registo das sineiras na década de 1940, depois de elaborado mais de um projecto. nelado central alusivo ao orago, possuem os elementos fitomórficos típicos de seiscentos. Do antigo arcaz da sacristia, executado em Lisboa por avultada quantia, nada existe. No interior, possui silhar de azulejos revivalistas maneiristas, de padrão 4x4, coro-alto de madeira sobre colunas toscanas, no lado do Evangelho tribuna dos mesários em cantaria, sobre mísulas e balaustrada de madeira, acedida pela sala do despacho, e, no lado da Epístola, púlpito neobarroco, com bacia de cantaria sobre mísula e balaustrada de madeira; arco triunfal de volta perfeita sobre pilastras almofadadas ladeado por dois retábulos colaterais em talha a branco, de planta recta e corpo côncavo, neobarrocos. A inexistência de fotografias interiores antes da reforma do séc. 20 e o facto de muito do património integrado ser revivalista, dificulta a avaliação de alguns elementos. É o caso dos retábulos, em talha a branco, em revivalismo neobarroco de características nacionais, mas integrando alguns elementos antigos, sobretudo o retábulo-mor, que conserva no pavimento da tribuna painel pintado a folha de ouro. O antigo retábulo foi executado na década de 1690, pelos entalhadores André Dias e Valério Aires, de Tortosendo, e o pintor Manuel Pereira de Brito dourou-o e pintou o tecto da capela-mor. O amplo nicho sob a tribuna do retábulo-mor para albergar as imagens do Calvário, constitui uma solução iconográfica pouco comum nas Misericóridas, mas ele está datado desde o séc. 17. Os retábulos colaterais e o púlpito foram executados, em meados de 1700, pelo entalhador António José do Largo, mas os modernos foram encomendados ao entalhador Manuel de Sousa Abrantes. A capela-mor apresenta as paredes com silhar de cantaria, almofadado e apainelados de talha a branco neobarrocos, no do lado do Evangelho integrando telas pintadas e no oposto os vãos. Também estes painéis e as telas laterais da capela-mor são difíceis de datar, já que, segundo Vítor Serrão, os mesmos foram pintados por Manuel Pereira de Brito, em 1718, mas a documentação da Misericórdia revela a compra de linho para os mesmos painéis e pintura do tecto da capela-mor em 1734 / 1735 e avultados pagamentos ao pintor José Botelho para os pintar. A tribuna dos mesários data da reforma do séc. 20, no entanto a igreja sempre teve tribuna, a do séc. 18 executada pelo entalhador João Alves e com cadeiral dourado. Os tectos da igreja foram executados aquando da reconstrução, mas procuram reproduzir o gosto setecentista; os da nave apesar de terem estrutura revivalista tardo-barroca, com apainelado central alusivo ao orago, possuem os elementos fitomórficos típicos de seiscentos. Do antigo arcaz da sacristia, executado em Lisboa por avultada quantia, nada existe. O Compromisso da Misericórdia da Covilhã datado de 1680 atribui a fundação da Confraria a 27 Junho de 1577, no entanto a sua existência está documentalmente comprovada já na primeira metade do séc. 16, desde 1512, desconhecendo-se contudo a data exacta da sua instituição. É possível ter substituído a Confraria medieval de Nossa Senhora da Alâmpada, com hospital e capela própria, existente em 1213, e de cujos rendimentos passou a usufruir após a sua extinção.

in http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=2507

 

Mais informações clique na imagem

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A Covilhã e a Serra da Estrela

21.09.16, Memórias

 

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Antiga torre que, aquando da Expedição Científica, levada a efeito pela Sociedade de Geografia em 1881. São visíveis os buracos onde terá sido escondido o termómetro aí depositado pelo Dr. Souza Martins.
 
Vídeos com imagens da Serra

 

Covilhã - Notícias Soltas 
( Blog Subsídios para a sua história)

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A Cruz Processional de D. Sancho I ou o Cruzeiro foi inaugurado no ponto mais alto da Serra da Estrela, na Torre, em 1940. 

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   Lemos no “Diário da Manhã” que na inauguração estiveram muitas pessoas vindas de vários pontos da região, entre elas Dom José do Patrocínio Dias, Bispo de Beja e tio-avô do editor e muitos presidentes da Câmara; que também pretende recordar os Centenários da Fundação (1140) e da Restauração (1640) da Nacionalidade.

    Terá sido neste dia que o padre Morgadinho, pároco de S. Martinho (Covilhã), impressionado com a demonstração de fé dos presentes, lançou a ideia de se construir no alto da Serra um monumento a Nossa Senhora da Boa Estrelapara o culto dos pastores que tanto passam naqueles montes. Constituíram logo ali uma comissão organizadora e iniciaram um sistema de cotas de 1000 escudos. As Juntas de Freguesia também foram colaborando.(1) Mais tarde o escultor António Duarte apresentou o esboço do monumento e iniciou a sua construção no Covão do Boi. É um baixo-relevo com mais de sete metros de altura. 

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Foi inaugurado em 1946 com a presença de personalidades religiosas e civis. As festas em honra de Nossa Senhora dos Pastores realizam-se em Agosto e atraíam muitos visitantes, mesmo quando os caminhos eram tortuosos e de difícil acesso. 

Nota dos editores - Observemos uma nota de pagamento de Álvaro da Cruz Dias (pai de Luiz Fernando Carvalho Dias e avô do editor) e as imagens que se encontram do lado esquerdo. Os membros da Comissão que assinaram o recibo foram o Padre Joaquim dos Santos Morgadinho, Luiz Fernando de Carvalho Dias e António Lopes.

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 in http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2015/12/covilha-noticias-soltas.html

 

 

APRESENTAÇÃO

  • SOBRE A ÁREA PROTEGIDA

A serra da Estrela, pela sua massa e altitude é a principal montanha de Portugal Continental. Elemento maior da Cordilheira Central nela se situa a Torre com 1991 m de altitude. O PN da Serra da Estrela, com 88.850 ha, alberga uma paisagem variada: lagoas e pastagens de altitude, turfeiras, carvalhais e castinçais, áreas de mato e de floresta de produção. Presença de granitos e xistos, inúmeros vestígios da última glaciação, nascente do Mondego, Alva e Zêzere, verdadeiro castelo de água a dominar as Beiras e assento de variadas facetas climáticas. Vegetação influenciada por três tipos de clima – Mediterrânico, Atlântico e Continental - distribuindo-se por três andares altitudinais: basal; intermédio; e superior. A fauna do PNSE inclui grande número de mamíferos e aves, salientando-se pela sua importância e diversidade os pequenos répteis e anfíbios com espécies endémicas como a Lagartixa-de-montanha. Povoamento essencialmente periférico com alguns casais isolados e interessantes exemplos de arquitectura popular. A serra é solar do “cão da Serra da Estrela”, da “ovelha da Serra da Estrela”, raça ovina com grande aptidão leiteira, e do famoso “queijo da Serra da Estrela”, ex-libris da gastronomia regional.

  • ENTIDADE GESTORA:

INSTITUTO DA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA E DAS FLORESTAS, I.P. (ICNF, I.P.)

  • HABITAT

MONTANHA

  • REGIÃO

CENTRO

  • CONCELHOS

CELORICO DA BEIRA

COVILHÃ

GOUVEIA

GUARDA

MANTEIGAS

SEIA

Clique aqui: Parque Natural da Serra da Estrela

 

 

Albergue dos Inválidos do Trabalho hoje Lar de S. José

20.09.16, Memórias

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Dr. Brito Rocha considera que, neste momento, na Covilhã, “toda a população sabe que o lar tem qualidade” e que “dá prioridade aos mais desfavorecidos”, ...

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... deixavam de ser as de um pobre albergue. “Quando aqui cheguei isto era uma desgraça com os homens a dormir lá fora nos galinheiros.

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 Muitos lares estão com meia-dúzia de pessoas, o que acaba por não dar para os gastos e, depois, acabam por recorrer ao Lar de S. José.

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 “Temos uma procura fantástica para fornecimento de refeições para o exterior. Há muitas instituições da cidade que vêm aqui buscar a comida, sinal de que a ...

  

LAR DE S. JOSÉ, COVILHÃ

Há mais de um século a acolher pobres

 

Nasceu Albergue dos Pobres em 1900 e dois anos volvidos já acolhia 40 pessoas, que estavam a cargo das Irmãzinhas dos Pobres. Com o advento da República, as religiosas abandonaram a instituição, mas já sob gestão de leigos dá-se o regresso das irmãs, em 1927, agora das Franciscanas da Imaculada Conceição. E ali prestaram serviço até 1985, quando o Lar de S. José já era dirigido pelo atual presidente, José Brito Rocha.


Foi só em 1970 que, por sugestão da Direção-Geral da Assistência Social, o nome da instituição foi alterado para Lar de S. José, mas as condições não deixavam de ser as de um pobre albergue.


“Quando aqui cheguei isto era uma desgraça com os homens a dormir lá fora nos galinheiros. Havia apenas meia-dúzia de freiras e isto não tinha nada que ver com o que é hoje”, afirma José Brito Rocha, que tomou posse pela primeira vez em 1983.


Desde então a instituição entrou num ciclo de crescimento e melhoria, não apenas em termos de instalações, mas igualmente no tratamento aos utentes.


“Isto era o albergue de inválidos do trabalho porque a casa sempre foi dedicada aos empregados da indústria dos lanifícios. Ainda hoje recebemos umas verbas de algumas fábricas, especialmente das do Paulo Oliveira. Sempre foi muito dedicada aos empregados e familiares dos empregados da indústria dos lanifícios”, conta o presidente, contextualizando: “Isto é uma casa de pobres, um lar de pobres. Tudo o que é pobre vem para esta casa. Os remediados e os ricos têm outras instituições, mas o que acontece é que muitos vão para os privados mas depois, porque as mensalidades são muitos altas, vêm cá bater à porta”.


Esta situação deve-se, na opinião de José Brito Rocha, porque “o Lar de S. José não recebe nada que não seja dado, ninguém é obrigado a dar nada”.


E porque é uma casa vocacionada para acolher gente carenciada, as comparticipações são baixas e não é possível exigir muito. “Nesta casa é proibido receber jóia e como a maior parte das pessoas são pobres chegam aqui apenas com as suas reformas muito baixas. O que acontece atualmente é que os familiares que ficaram de dar mais algum para completar a mensalidade, porque ficam desempregados deixam de poder fazê-lo e pedem para deixar de pagar as fraldas e outras coisas”, revela o presidente, acrescentando: “Hoje o custo médio de um idoso é de quase 900 euros/mês, mas aqui não lhes falta nada. Os idosos vêm para cá, mas depois os familiares necessitam das reformas dos idosos para subsistirem e vêm cá buscá-los. Muitas vezes acabam por voltar e numa situação pior do que aquela em que foram, o que aumenta os custos, especialmente, em termos clínicos. Isto tem acontecido essencialmente nos últimos anos”.


José Brito Rocha, que também preside à Mesa da Assembleia Geral da UDIPSS Castelo Branco, sublinha mesmo que este é uma realidade muito concreta: “Este é um problema que se sente por todo o Interior do País, muito em especial no nosso distrito”.


Nesta linha de pensamento, o presidente da instituição covilhanense lança mais uma crítica à febre de construção de ERPI (Estruturas Residenciais Para Idosos).


“As câmaras municipais, que tinham muito dinheiro na altura, entenderam que deviam fazer um lar em cada aldeia, por mais pequena que ela fosse. A verdade é que os idosos vão desaparecendo e agora estão em situações extremamente graves. Muitos lares estão com meia-dúzia de pessoas, o que acaba por não dar para os gastos e, depois, acabam por recorrer ao Lar de S. José.


Gastaram-se milhares de contos para fazer lares por essas aldeias fora, que agora estão despovoadas e os poucos idosos que lá estão ou estão em centros de dia ou vêm para o Lar de S. José”, acusa, sublinhando: “No concelho da Covilhã, o Lar de S. José é a casa que recebe toda a gente que é pobre, indigente e todas as pessoas que a Segurança Social envia, muitas em estado lastimável”.


A instituição está com a capacidade máxima lotada, acolhendo de momento 167 utentes, contando ainda com uma lista de espera de cerca de 200 pessoas.


Para além desta resposta social, o Lar de S. José tem ainda um Serviço de Apoio Domiciliário, em que apoia, sete dias por semana, 45 utentes, e uma Cantina Social, onde serve 50 refeições dia.


Aliás, a alimentação é um dos cartões-de-visita da instituição, que por mês confeciona 29 mil refeições, não apenas para consumo próprio.


“Temos uma procura fantástica para fornecimento de refeições para o exterior. Há muitas instituições da cidade que vêm aqui buscar a comida, sinal de que a comida aqui é boa”, sustenta José Brito Rocha, que revela ainda uma das últimas aposta da instituição, também ligada à vertente da alimentação, mas muito importante para a sustentabilidade do centenário lar: “Aproveitando o pessoal, cultivamos uns terrenos que temos, que servem para a cozinha, e ainda temos alguns animais, como galinhas, frangos, patos e coelhos. Temos ainda um pomar em que plantámos 300 macieiras, de três qualidades de maçãs”.


A investida agropecuária, para além de ter criado alguns postos de trabalho, é ainda uma ajuda à redução de despesas no sentido do equilíbrio financeiro. A isto junta-se, a propriedade de um outro espaço para dar formação que a instituição também aluga a outras entidades e onde a Direção alvitra lançar uma outra atividade: “Como aquilo tem uma boa cozinha, estamos a pensar fazer lá uns batizados, pois será mais uma fonte de receita”.


José Brito Rocha aponta como grandes despesas da instituição “os gastos com a alimentação e os consumos de eletricidade e de gás para o aquecimento”, pelo que estão a projetar “investir na instalação de uns painéis solares, para tentar compensar o gasto com energia elétrica”.


Apesar de todas as dificuldades, “a saúde financeira da instituição é boa, o Lar de S. José não tem problemas nenhuns”, sustenta o presidente, que lembra ainda um fator importante nas contas da casa: “Temos umas reservas e fomos aproveitando algumas dádivas de pessoas que estiveram no Lar e que ofereceram algumas casas. É verdade que ainda recebemos algumas dádivas, mas já houve mais. Normalmente o que acontece é que as pessoas vêm para cá e acabam por trazer tudo o que têm e, por vezes, trazem peças valiosas, mas essas são coisas que não vendemos. Normalmente, o que as pessoas trazem, após a sua morte, fica para o Lar, porque dantes a pessoa tinha um anel e depois apareciam cinco filhos a pedir o dito anel…

Neste momento há regras no lar que permitem evitar essas situações. Havia pessoas que passados 10 anos vinham cá para buscar a roupa do familiar falecido, como se a roupa ainda fosse a mesma ou ainda cá estivesse. Acabou-se com isso tudo e criou-se um regulamento em que está definido o que cada pessoa deve trazer”.


E há que encarar as dádivas de forma pragmática, pois podem acarretar mais problemas do que vantagens: “Não podemos estar a administrar casas em Lisboa… Herdámos uma loja na Damaia, que de momento está abandonada. Estamos a ver se a vendemos, porque não estamos vocacionados para administrar esse tipo de situações. Quando nos dão alguma coisa longe da nossa vista, preferimos vender e aplicar o dinheiro na instituição”.


Depois de há cerca de dois anos terem terminado as obras de fundo de requalificação do edifício e espaço envolvente, a tarefa passa, nesse campo, pela contínua melhoria das instalações, como diz Francisco Adro, administrador da instituição: “Tentar melhorar as instalações, fazermos a instalação dos painéis solares, mudar o mobiliário do refeitório… Os projetos passam essencialmente pela melhoria das condições de trabalho para quem cá trabalha e de vida para os residentes. Como estas instalações são muito antigas requerem uma manutenção constante e que é sempre muito onerosa. Só em janelas já gastámos cerca de 60 mil euros e ainda não estão todas substituídas. Nos últimos oito anos gastou-se perto de um milhão de euros em obras de requalificação e na compra de equipamento para a lavandaria e a cozinha. Comprámos carrinhas para o SAD e pretendemos também instalar na sala de convívio um computador exclusivamente dedicado ao Skype, para que os residentes contatem os familiares, porque muitos estão emigrados e poucas vezes cá vêm”.


Do total de 167 utentes, a esmagadora maioria são dependentes, sendo que a taxa de incontinência ronda os 70%, o que levanta algumas dificuldades ao trabalho dos 130 colaboradores (99 dos quais efetivos). Para além disto, as demências ganham terreno, sendo que na instituição há um elevado número de adultos com deficiência.


“O trabalho com o doente dependente e demenciado é mais difícil e quase impossível de fazer em grupo, tem que ser individualizado e com mais tempo, sendo que os resultados demoram muito mais tempo a surgir. Isto por vezes não é fácil de ser compreendido e requer recursos humanos técnicos. Obviamente, quanto mais gente temos, mais difícil é trabalhar individualmente”, explica Rosa Rocha, diretora-técnica, acrescentando: “A animadora trabalha com os mais autónomos, porque não está vocacionada para os outros, nem tem tempo disponível porque o trabalho com os autónomos já é muito. Nestas situações vamo-nos valendo dos estágios curriculares e profissionais de Psicologia da Universidade da Beira Interior (UBI), porque têm disponibilidade para o trabalho individual. Da UBI também recebemos alunos das Ciências do Desporto para três vezes por semana desenvolverem atividades físicas com os nossos utentes”.


A para a responsável técnica pelo Lar, “os idosos adoram e gostam muito de todo o tipo de atividades, desde que não sejam grandes grupos de crianças a fazer barulho, está tudo bem”.


A maioria dos residentes tem muita idade, na ordem dos 80 anos, e as mulheres estão em maior número, sendo que é uma população muito heterogénea, mas de habilitações, maioritariamente, muito baixas. “O choque que por vezes existe é para os poucos que tem mais habilitações, que são, de facto, muito poucos”, explica, revelando que a utente mais idosa tem 105 anos, menos 10 do que a instituição, e o mais novo tem 42 anos, tem uma deficiência física, mas “grande habilidade manual”. A residente mais antiga tem agora 75 anos e está há meio século no Lar. “Veio ainda jovem porque sofre de Trissomia e nessa altura estas eram as casas para onde as mandavam”, explica a técnica.


“A vinda para o Lar para muitas das pessoas que aqui estão acabou por lhes melhorar em muito a vida. Acabou por ser uma espécie de «upgrade», porque aqui são muito mais estimulados”, defende a psicóloga Magda Reis.


A completar 115 anos de existência, o Lar de S. José prossegue a sua missão de acolher os mais idosos e desprotegidos da Covilhã, preparando-se para enfrentar o futuro, sem sobressaltos e com as melhores condições possíveis para os que alberga.

Pedro Vasco Oliveira (texto e fotos)

In http://www.solidariedade.pt/site/detalhe/12367

 

Data de introdução: 2015-05-11

 

 

 

 

 

Sporting Clube da Covilhã

17.09.16, Memórias

O Sporting Clube da Covilhã é um clube de futebol de Portugal com sede na cidade da Covilhã, tendo sido fundado em 2 de junho de 1923.

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PARA RECORDAR

Braga 1-2 Covilhã (Taça de Portugal) - 2016.12.14 (20h00)

O Braga, detentor da Taça de Portugal, foi derrotado nos oitavos de final da Taça de Portugal pelo Covilhã, esta quarta-feira. Os minhotos até marcaram primeiro, mas os serranos deram a volta e venceram por 2-1.

O Braga cai nos oitavos de final da Taça de Portugal, depois de duas presenças consecutivas na final da competição e do triunfo na época passada. O Covilhã segue para os "quartos".

Em cromos

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História do Sporting Clube da Covilhã - clique na imagem

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Amílcar,em baixo,á direita,no Covilhã em 1958/59,o primeiro 
ano dos serranos na 1ªDivisão Nacional

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Figura Mítica do Sporting Clube da Covilhã

Natural da Hungria, Simony jogou no Sporting Clube da Covilhã entre 1949 e 1954, tendo sido naquelas temporadas um dos mais temiveis avançados que jogou no futebol português, sendo, depois de naturalizado, internacional pela França em quatro partidas.

Depois de envergar a camisola de vários clubes franceses, como Lille, Sochaux, Red Star 93 (onde venceu a Taça de França em 1942), Rennes, Angers, Stade Français e Rouen, André Simony fez um total de 86 jogos pelos serranos e marcou 74 golos, ajudando o nosso clube a temporadas gloriosas no mais alto patamar do futebol nacional, tendo sido o melhor marcador da equipa nas épocas 1949/50, 1950/51, 1951/52 e 1953/54. O que mais nos podem dizer sobre este valoroso atleta?

in http://www.historiascc.

CRÓNICA DE JOÃO DE JESUS NUNES 1992 EM LEÃO DA SERRA

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Para ler clicar nas imagens

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Covilhã vila medieval com castelo e cerca urbana

15.09.16, Memórias

Núcleo urbano da cidade Covilhã / Núcleo intramuros da Covilhã

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Muralhas da Cidade da Covilhã

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Outra imagem do Castelo?

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 Outras fotos recolhidas na internet

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As “Muralhas da cidade da Covilhã” localizam-se na freguesia de União das Freguesias de Covilhã e Canhoso, concelho da Covilhã, distrito de Castelo Branco, em Portugal.

A povoação situa-se na encosta leste da serra da Estrela, rodeada por duas ribeiras, a Degoldra e a Carpinteira, tendo a seus pés o rio Zêzere e toda a Cova da Beira.

História

A primitiva ocupação humana da região remonta à pré-história. No século I a.C., com a ocupação completa da Península, os romanos terão fundado burgos fortificados, nalguns casos sobre antigos castros lusitanos. É exemplo a constituição, em 41 a.C., perto da baixa encosta da Covilhã de uma povoação chamada “Sília Hermínia”, topónimo em homenagem a Sila, cônsul romano vencedor da batalha de Munda (45 a.C.).

A fortificação da Covilhã poderá remontar a 1004, data encontrada numa pedra da muralha, momento em que a região estava sob o domínio de Afonso V de Leão (999-1027).

Sancho I de Portugal (1185-1211) outorgou carta de foral à Covilhã em setembro de 1186. Pouco depois, em seu primeiro testamento (1188 ou 1189), legou, para os muros da Covilhã, da Coina e de Coruche, 86.035 soldos e pipiões, o que pode indicar obras de execução ou ampliação nas cercas muralhadas dessas povoações.

Com essas obras ainda em andamento, a vila foi conquistada e saqueada pelos muçulmanos (1209), e rapidamente reconquistada pelas forças de D. Sancho I (1210), que lhe mandou reparar as muralhas em regime de urgência.

Afonso II de Portugal (1211-1223) confirmou o foral outorgado por seu pai (Coimbra, 1217).

Em 1300 Dinis I de Portugal (1279-1325) ordenou a reformulação do projeto defensivo, com inclusão de novas torres e, especialmente, com substancial alargamento da zona muralhada. Sobre esta iniciativa régia SILVA (1970) observou:

Devemos salientar que, se as muralhas fossem construídas só para defender as casas da vila, D. Dinis não as construiria naquele local, pois ficaria de fora a freguesia de S. Martinho, a mais antiga da Covilhã. É que, de facto, as muralhas não serviam, em muitos casos, para proteger as casas da vila, mas sim um determinado recinto, quase sempre o de mais difícil defesa, geralmente na parte altaneira do burgo, onde se poderiam acolher, nos momentos de perigo, as populações e as riquezas. Além disso, devemos estranhar que só D. Dinis se tenha lembrado de construir as muralhas da Covilhã, quando os mouros, já desde D. Afonso II se achavam escorraçados, definitivamente (…).” (SILVA, José Aires da. “História da Covilhã”. Covilhã, 1970.)

O soberano confirmou, em 1303, o foral outorgado por D. Sancho I.

Sob o reinado de Fernando I de Portugal (1367-1383) nova campanha de obras de reparação / ampliação terá tido lugar.

Afonso V de Portugal (1438-1481) por Provisão de 24 de junho de 1459 deu despacho a uma petição para a renovação das muralhas da Covilhã, ordenando a reparação das mesmas. Este soberano autorizou, por Carta Régia datada de 1471, o Infante D. Diogo a suceder no senhorio da Covilhã. Por morte deste Infante (1489), no mesmo ano, João II de Portugal (1481-1495) doou o senhorio a seu primo, o Infante D. Manuel, futuro Manuel I de Portugal (1495-1521).

D. Manuel I  outorgou o “Foral Novo” à vila (1510), confirmando todos os seus antigos privilégios, e determinando a ampliação da cintura muralhada. A data de 1510 num dos muros, por baixo do castelo, indicará as reparações feitas à época.

João III de Portugal (1521-1557) por Carta Régia atribuiu ao Infante D. Luís o senhorio da Covilhã (1527).

Da Dinastia Filipina aos nossos dias

No contexto da Dinastia Filipina (1580-1640) sob o reinado de Filipe III de Espanha (1598-1621) foi erguido, em 1614, o edifício dos Paços do Concelho. Sito à praça principal da cidade, o mesmo situava-se sobre o pano leste da muralha medieval e incluía em sua fachada a antiga “Porta da Vila”, doravante conhecido como o “Arco da Cadeia Comarcã”.

Já no contexto da Guerra da Restauração da Independência portuguesa (1640-1668), durante as Cortes de 1641 os procuradores da Covilhã advertiram para a necessidade de se realizarem obras urgentes na muralha. Desconhece-se se esses trabalhos foram efetivamente executados mas, nos séculos seguintes, a cerca medieval foi constituindo um estorvo cada vez maior para as autoridades concelhias, uma herança que dificultava a renovação urbanística do conjunto.

Sob o reinado de João V de Portugal (1706-1750), as muralhas encontravam-se bem conservadas, mas começavam a ser demolidas. À época (1734) o padre Cabral de Pina, prior de São Silvestre, registou que as muralhas formavam um polígono regular que se fechava na parte mais alta. E comentou:

Eram estes muros bem célebres pela máquina grande de pedraria que parece imensa e pela grandeza das pedras de parede, pois em parte tem troços de comprimento de quinze palmos e outras de dezoito.” (Op. cit.)

O padre Luís Cardoso, no “Dicionário Geográfico de Portugal” (1747), sobre a Covilhã informava:

(…) é murada, com três portas principais que são a de Val de Caravelho, a do Sol e a de S. Vicente. No cimo da vila fica o castelo com duas torres que tudo denota grande antiguidade.(…).” (Op. cit.)

Quando do grande terramoto de 1 de novembro de 1755, a Covilhã sofreu grandes danos. As “Memórias Paroquiais” (1758), na "Memória da Vila da Covilhã” sobre a defesa da vila dão conta:

"Tem esta villa muro em todo o circuito da freguezia de Santa Maria com sua fortaleza, e Castelo, quazi tudo arruinado e em partes destruido de todo, e a torre mayor cahio methade della este prezente anno, e parece foy ruina do terremoto (...)." (Op. cit.)

A freguesia de Santa Maria situava-se dentro do perímetro do castelo e, em 1758, constava de trezentos fogos.

Luiz Fernando de Carvalho Dias na “História dos Lanifícios (1750-1834)”, acerca das muralhas informou:

Tem muros (...) e tudo de pedra de cantaria lavrada neles se acham cinco portas grandes, com seus torreões; duas para nascente, chamadas da Vila e do Sol; a terceira para Sul, denominada de S. Vicente; a quarta para Norte, com o nome de Altravelho; a quinta para o poente, chamada de castelo, junto à qual em sítio mais superior, está uma eminente torre, chamada de a menagem, com cinco quinas (...) Nos mesmos muros existem ainda quatro postigos: o da Pouza, o do Rosário, o da Barbacã e o Terreiro de D. Teresa (...).” (Op. cit.)

A pedra do castelo serviu mais tarde para erguer grandes edifícios na cidade, como a Real Fábrica de Panos da Covilhã, fundada em 1764. A esse respeito veja-se uma consulta da Junta do Comércio de 1767:

Senhor

O administrador da fábrica da Covilhã, Paulino André Lombardi, tendo proposto a esta Junta que da diversidade e distância das casas determinadas inteiramente para o uso dos teares dos lanifícios, se seguia a incomodidade dos mestres, os quais não podiam ao mesmo tempo acudir ao ensino de uns e outros aprendizes foi deferido, que mandasse o suplicante formar um plano de toda a obra, que se julgasse necessária. E ele o representou à Junta lembra-se juntamente, e faz a sua exposição na conta inclusa, de que na vila da Covilhã se acham caídos há muitos anos todos os muros da mesma vila, estando, por consequência, inútil toda a sua pedraria; e porque esta pertence a Vossa Majestade, como também pertence a obra da casa dos lanifícios, que se intenta, considera que não será impróprio representar a Vossa Majestade a aplicação da referida pedra dos muros para o levantamento do edifício, suposta a sua inutilização presente.

Pelo que

Parece à Junta, que a proposta do administrador da fábrica doa lanifícios Paulino André Lombardi, está nos termos de ser representada a Vossa Majestade, e nesta consideração, parece que à câmara da vila da Covilhã seja V. Majestade servido ordenar, que à ordem do mesmo administrador mande entregar toda a pedraria dos muros caídos da vila, para levantamento do edifício da nova casa da Fábrica.

Lisboa a 12 de Novembro de 1767


Ao cimo da folha do documento pode ler-se:

Como parece, e assim o mando / ordenar. N. S. da Ajuda em 9 de / Maio de 1769 R.”

Ainda na segunda metade do século XVIII o engenheiro militar José Monteiro de Carvalho fez um desenho do Castelo da Covilhã.

Luís I de Portugal (1861-1889) elevou a Covilhã à categoria de cidade (20 de outubro de 1870).

Entre 1945 e 1950 registou-se a demolição do edifício filipino dos Paços do Concelho para dar lugar ao atual edifício da Câmara Municipal da Covilhã, inaugurado em 1958.

As “Muralhas da Cidade da Covilhã” encontram-se classificadas no conjunto do “Núcleo urbano da cidade Covilhã / Núcleo intramuros da Covilhã” como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 1/86, publicado no Diário da República, I Série, n.º 2, de 3 de janeiro.

Ao final do século XX, no ano 2000, um troço da muralha na zona da "Porta do Sol", ruiu, vindo a ser posteriormente reparado.

Em nossos dias o antigo castelo subsiste apenas na toponímia "Rua do Castelo". Da cerca medieval conservam-se ainda alguns troços importantes, por vezes integrados noutras construções e nem sempre visíveis, assim como vestígios de portas e de torres, como por exemplo junto à "Porta do Sol", onde uma alta muralha evidencia a sobreposição de camadas com vista a uma maior solidez do conjunto. Na Calçada de Santa Cruz subsiste um torreão octogonal, parcialmente revestido em cimento, que poderia corresponder à antiga torre de menagem. Entre a calçada de Santa Cruz e as Escadas do Castelo, estão inscritos em casas e quintais três fragmentos concêntricos de muralha que se podem relacionar com fases sucessivas de alargamento da cerca defensiva.

Características

Exemplar de arquitetura militar, gótico, de enquadramento urbano, na cota aproximada dos 800 metros acima do nível do mar, compreendendo uma área de cerca de 9 hectares.

As muralhas da cerca da vila, em granito, apresentam traçado irregular de tendência poligonal, construídas parcialmente sobre o afloramento rochoso, desprovidas de remate e rasgadas por várias portas e postigos, percetíveis apenas no traçado urbano. No topo norte conserva alguns vestígios relativos ao castelo da vila, nomeadamente alguns troços de muralhas e uma das torres, que a tradição local pretende seja a antiga torre de menagem.

A muralha da época de D. Dinis, ao contrário do que seria de esperar, não é de planta oval, antes forma um polígono irregular de tendência quadrangular, definido pelas seguintes vias: Rua António Augusto d'Aguiar, Rua do Norte, Calçada de Santa Cruz e Rua Capitão João d'Almeida. Cinco portas principais permitiam a comunicação de pessoas e produtos: a mais importante, a chamada “Porta da Vila”, localizava-se a leste e ligava-se à principal praça do conjunto (a da Igreja de Santa Maria) através de uma importante artéria, que separava os setores norte e sul do aglomerado urbano. As restantes portas abriam-se em cada vertente do quadrilátero, com destaque para a “Porta do Castelo” (a noroeste) - que atesta a existência de uma alcáçova - e a “Porta do Sol”, a sudeste, que colocava em comunicação a cidade com as estradas das planícies a sul.

Além destas portas, são referidas outras duas: a "Porta de São Vicente" (a sul), e a "Porta de Altravelho" (a norte). A primeira foi intervencionada em nossos dias, passando a inscrever-se num miradouro.

 

http://fortalezas.org/?ct=fortaleza&id_fortaleza=1958&muda_idioma=ES

 

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